Amizade...

domingo, 9 de novembro de 2008


Todo mundo estava preocupado...minha tia da escola chamou até minha mãe para conversar com a psicóloga...em parte eles estavam certos, eu na verdade era louco pelo meu amigo... combinávamos em tudo. A forte identificação tinha motivos, afinal quem era ali na sala do infantil 3G que tinha a energia ligada no 220 V, assim como eu... Quem era que me trazia as novidades de um cotidiano mais real e me dava a chance de extrapolar e de quebrar as barreiras da sensibilidade cultural dos backyardigans impostas em casa pelos mais pais... Quem é que me abraçava com amor de irmão, e que me levava ao chão com golpes de um lutador de vale tudo...quem era que na sexta feira me dizia vou sentir saudade de você...quem era que no final de cada aula queria prolongar as horas de convívio nem que fosse com uma voltinha de carro pelo quarteirão? com você amigão aprendi o valor e a intensidade de uma amizade. Vou sentir saudade sim! Vá com Deus e seja sempre esse irradiador de felicidade e fraternidade. Até breve! Ah! já disse também para os meus pais que vou viajar de foguete para outros planetas. Eu adoro viajar de foguete!

Que saudade do vovô...

sábado, 8 de novembro de 2008


Ele nem esperou o meu aniversário de 4 anos. A minha mãe disse que ele foi morar lá no céu. Mas será porque o vovô nem se despediu de mim ? Às vezes a saudade é tanta que tenho vontade de sair voando lá no alto para encontrar com ele. Meu avô era muito legal e se preocupava bastante com o meu futuro. Foi por causa de uma poupança que ele fez para mim lá no banco que eu tirei meu cpf. Eu não sei bem o que é, mas o meu pai me disse que é um documento muito importante, que eu vou usar para o resto da vida. Há poucos dias a minha mãe me mostrou uma foto do vovô. Eu disse a ela que estava com muita saudade! Mais tarde eu a vi contando isso para o papai, com os olhos cheios de lágrimas. Acho que ela também sente muita saudade do vovô.

Hora do almoço

quinta-feira, 6 de novembro de 2008


Acreditem! Isso não é propaganda de televisão, eu adoro brócolis. Temperado com limão, azeite e vinagre, como meu pai me ensinou, fica ainda melhor. Todo dia eu como, às vezes quando janto em casa também não desperdiço o que sobrou do almoço. Eu acho que é aquele formato de árvore em miniatura que me atrai. As pessoas dizem que também faz muito bem a saúde. Eu como porque gosto de verdade. Aliás, meu prato é sempre bem colorido e eu como de tudo um pouco.

Meu irmãozinho é legal mas...


Você está me vendo assim com essa cara de desiludido e deve estar se perguntando, por quê? Faço questão de responder. Você está vendo esse meninozinho no meu colo. È esse mesmo aí com essa camisetinha estampada. Pois bem, é com ele, que desde o dia 5 de setembro de 2008, que eu tenho que dividir todas as minhas coisas e de quebra, ainda cuidar dele, quando na verdade deveria estar brincando. O que me dá mais raiva mesmo é que ele ainda toma quase toda a atenção dos meus pais. Pelo menos se ele crescesse logo, talvez servisse para brincar comigo. No momento, ele só sabe, chorar e gemer e a comida dele, que meléééca.

Hora do banho


Eu não quero ficar cheiroso! Essa frase resume bem a minha repulsa pelo chuveiro. Acho que na verdade eu até gosto de tomar banho, só não gosto mesmo é de deixar o que eu estou fazendo para ir para o banheiro. Se está passando o meu desenho preferido na TV, aí é que o bicho pega! Choro sem dó dos ouvidos dos espectadores e nesse momento nem adianta conversar mas quando cai a água fria no corpo suado, acabo entendendo. O banho é muito bom e me acalma.

Acordar cedo


Eu adoro acordar cedo. Acho que assim o dia fica muito mais longo e dá tempo para eu fazer um monte de cosias. Meu café da manhã favorito é banana com leite em pó. É dessa mistura grudenta que eu tiro as minhas energias para agüentar o rojão do dia-a-dia. Lá pelas nove, eu como mais frutas, pera, maçã, melancia, melão, mexerica, laranja, pode trazer o que for que não sobra nada. Tenho grandes incentivadores desse cardápio um pouco estranho para uma criança da minha idade. Entre os meus heróis da TV, o grande comedor de maçãs Espártacos do Lazy Town. Em casa, o meu pai também dá o exemplo. Ele adora comidas coloridas e saudáveis. A minha mãe pensa que me engana, mas às vezes nem consegue disfarçar seu horror aos vegetais.

Minha independência

Eu sempre fui muito independente. Não gosto que me ajudem a me calçar a me vestir e a colocar comida na minha boca. As vezes, calço o pé errado no sapato, visto a camisa de trás para frente, derramo comida e suco na mesa. Posso até fazer a maior bagunça mas, prefiro ser assim. Na hora de escovar os dentes é a mesma coisa, faço eu mesmo a higienização. Não posso dizer que aprendi isso com os meus pais porque para eles, eu ainda sou um bebê e estão sempre dispostos a me ajudar, principalmente quando estão com pressa para sair para o trabalho ou para me levar à escola. Acho que isso é coisa de personalidade, influência astral, sei lá! A minha mãe encara esse meu comportamento com naturalidade, já o meu pai fica um pouco confuso. Ao mesmo tempo, que ele quer que eu seja independente ele fica maluco quando eu falo que vou viajar para os planetas e que não vou levá-lo. A prova disso está nesse vídeo gravado por ele mesmo.

Papai e mamãe

Minha mãe é bastante despojada e faz tudo o que eu quero. Ao contrário do meu pai que vive preocupado com as reações que eu terei no futuro por causa desse tratamento 5 estrelas. Acho que na verdade ele tem ciúmes e gostaria de fazer o mesmo, mas prefere atribuir a ela a responsabilidade pelo meu futuro “torto” que ele acha que eu terei se continuar sendo tratado assim pela minha mãe. Minha mãe adora tudo que eu faço e sempre conta tudo para o papai e pra todo mundo. Ele, para variar, acha a maioria das coisas que eu faço, muito natural. Não mostra empolgação com nada, mas sei que por dentro está morrendo de vontade de dizer: Esse é o meu filho! As vezes, ele conversa comigo como se eu fosse um adulto. A minha mãe, não. Ela sempre se espanta com cada palavra e frase nova que eu falo. Ela é mesmo uma ótima espectadora das minhas estripulias, para não dizer que ela é uma bobona.

Meu pai é assim

Meu pai vive dizendo que me ama, mas prefere falar isso quando estamos sozinhos, no carro ou em qualquer outro lugar que não tenha ninguém por perto. Acho que ele é um pouco tímido e bastante reservado. Quer vê-lo chateado, faça um escândalo perto dele. Minha mãe que o diga. Quando estamos no shopping e ela grita o meu nome no meio da galera ele quase morre de vergonha. Bom, eu também sou muito educado e assim como o meu pai não sou de falar dos meus sentimentos. Um dia desses, eu soltei a língua e o meu pai que não é bobo nem nada conseguiu flagrar uma dessas declarações que ele vai guardar para o resto da vida. Veja o flagrante nessa conversa informal dentro do carro com o papai, enquanto aguardávamos a chegada da mamãe que tinha ido ao Banco.

Padrinhos e o direito de escolha

Quando a gente nasce, um monte de pessoas se oferece para ser nossos padrinhos. Na maioria das vezes, algum parente, avô, avó, tio, tia enfim. Acho mesmo que o melhor seria se nós, os recém nascidos, pudéssemos escolher os compadres para nossos pais, falo assim porque na verdade acho que na maioria das vezes eles são mesmo só os compadres dos nossos pais já que as funções de padrinhos eles nunca exercem de verdade.
No meu caso e do Nick a falta de tempo dos nossos pais, se é que podemos chamar assim, acabará abrindo um precedente para a realização desse ritual após os 18 anos. A única desvantagem é que a gente fica sem ganhar presente, mas procuro pensar pelo lado positivo, quem sabe a escolha arbitrária não teria sido pior.

A chegada do meu irmãozinho

Até os últimos três meses antes que eu completasse 4 anos de idade, eu reinava. Era o único queridinho da casa, se é que você me entende...de repente aparece o Nick...Eu até já havia sido alertado sobre a chegada dele...mas a ficha só caiu mesmo, quando eu o vi ali no meu quarto ocupando um espaço que antes era exclusivamente meu e o que é pior, absorvendo e usurpando parte da minha história. Tudo agora era para ele, meus antigos mordedores, minha jaqueta pagão e até os meus sapatos, que estavam sendo guardados pelo meu pai, já faziam parte do guarda-roupa do moleque. Para não sofrer tanto eu às vezes fingia que não estava vendo. Mas teve um dia que foi demais para minha cabecinha, quando olhei para o berço do nenê e vi os meus lençóis. Sabe aqueles lençóis que você num deixa nem lavar, pois é, eles agora estavam forrando o berço do Nick. Veja a minha reação documentada pelo meu pai.

Meu chará

Artigos;
Autor: Hick


Nossos pais acham que somos anjos na vida deles. Na verdade, o Nick e eu temos a certeza de que nossos pais pensam que nós temos um par de asas nas costas. Até o nome dos arcanjos mais famosos da Bíblia, eles nos deram. Bom, mas é melhor deixar esse negócio de nome para lá já que nesse caso nem a gente e nem você tem direito de escolha. Graças a Deus, estamos satisfeitos com os nossos nomes. O único problema é quantidade de chara, na vizinhança e na escola. Parece até que todos os pais tiveram a mesma idéia. Só na minha sala são dois, o Miranda e o Marques. Se a gente for falar da escola toda, aí pode arrumar tempo, que a contagem é longa.